quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Torre de Belém


O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espectaculares e que foram considerados pela "Unesco" como “Património da Humanidade”.

Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:

Hoje vou apresentar a Torre de Belém, que juntamente com o mosteiro dos Jerónimos, estão classificados como património da humanidade UNESCO desde 1983.

A Torre de Belém é um dos monumentos mais emblemáticos e mais belos da cidade de Lisboa.


 Foto: Pessoal

A Torre de Belém ou Torre de S. Vicente, em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, foi designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo.

Construida na margem direita do rio Tejo, sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, fronteiro à antiga praia de Belém, destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, pois era daí que entravam e saíam as frotas em direcção às novas terras de África e do Oriente, na época dos Descobrimentos.

Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje na terra firme.

Foi construída entre 1514 e 1520, para defesa da barra do Tejo e da cidade de Lisboa, de qualquer invasor que ousasse entrar em solo português, sendo uma das jóias da arquitectura do reinado de D. Manuel I.


Francisco de Arruda foi nomeado Mestre do Baluarte de Belém, após o seu regresso do Norte de África, onde se distinguiu pela edificação de algumas fortalezas. Iniciou a construção em 1514, sob a orientação do Mestre de Obras do Reino, Diogo de Boitaca, que na altura dirigia os trabalhos do Mosteiro dos Jerónimos.

Em 1520 a Torre estava concluída e, um ano mais tarde, era nomeado o seu primeiro governador, Gaspar de Paiva.


Pintura histórica, representando a Torre de Belém em inícios do séc. XIX, da autoria de John Thomas Serres.


A riqueza decorativa da Torre de Belém é essencialmente exterior. Com influências islâmicas e orientais nos elementos decorativos, ricamente decoradas em cantaria de pedra, as cúpulas de gomos que cobrem as guaritas cilíndricas, nos terraços da torre e nos ângulos dos baluartes, são disso um dos exemplos mais marcantes.

 Foto: Pessoal

Como símbolo do prestígio do Rei, a sua decoração ostenta a simbologia própria do Manuelino. É adornada com cordas e nós esculpidos em pedra, galerias abertas, torre de vigia, ameias em forma de escudo, decoradas com esferas armilares, a cruz da ordem de Cristo, e elementos naturalistas alusivos às navegações.

Foto: Pessoal
 Foto: Pessoal

De destacar a representação de um rinoceronte, a primeira em pedra que se conhece em toda a Europa, sustentando a base de uma guarida do baluarte virada a Oeste. A imagem foi baseada numa descrição escrita e num esboço, ambos de autoria anónima, de um rinoceronte-indiano que chegou a Lisboa no início de 1515 e era o primeiro exemplar vivo da espécie visto na Europa desde os tempos do Império Romano.


 Foto: Pessoal

A entrada na Torre de Belém faz-se pelo baluarte, ou casamata,  local onde se concentravam as principais funções defensivas. É uma sala de forma arredondada, com muralhas rasgadas por 17 canhoneiras para tiro rasante que são coroadas por merlões em forma de escudo com a Cruz de Cristo.

Baluarte, sala dos canhões
Foto: Pessoal

Subindo uma escada íngreme acede-se ao terraço do baluarte, também este com funções de defesa. Tem à sua volta seis guaritas, no vértice das faces do polígono, com janelas de vigia e cúpula de gomos. As ameias estão decoradas com escudos de pedra que têm a cruz de Cristo em relevo.

Foto: Pessoal

No terraço do baluarte é de admirar a beleza da fachada sul da Torre, virada para o Tejo, ricamente decorada. Nela se podem ver os símbolos da decoração manuelina. Ao centro, corre o parapeito correspondente ao claustrim do piso de baixo,  na face virada ao mar surge a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, com o Menino, também conhecida por Nossa Senhora do Restelo.

Foto: Pessoal

Num piso inferior, abaixo da linha de água, encontram-se as caves ou masmorras que serviram de paióis e mais tarde, de prisão política para altas individualidades.

Foto: Pessoal

A torre eleva-se cinco pavimentos acima do baluarte, ficando no último o terraço da torre, de onde se tem uma vista deslumbrante do estuário do Tejo e das suas margens, bem como de toda a zona de Belém e dos seus monumentos.


A torre quadrangular, de tradição medieval mas esguia, tem quatro salas abobadadas acima do baluarte:

- A Sala do governador, é assim chamada, provavelmente, pelo facto de ter aqui existido, em 1521, um cargo de Governador da Torre de Belém, desempenhado por Gaspar de Paiva. Aqui se encontra a boca oitavada da cisterna que recolhia e armazenava a água das chuvas.

Foto: http://www.torrebelem.pt/

- A Sala dos Reis, é a  2ª sala da Torre, com tecto elíptico e fogão ornamentado. Através desta sala tem-se acesso ao varandim ou balcão da fachada sul da torre.


 Fotos: Pessoal

- A Sala das Audiências no terceiro piso, é uma sala austera, utilizada como sala de reuniões. Junto ás janelas, de um e de outro lado da parede, encontram-se bancos em pedra. Na parede sul deste compartimento, rasgam-se duas janelas com balaustrada.

 Foto: Pessoal

- A Capela, é a 4ª sala da torre. Tem apenas duas janelas altas, sentindo-se um ambiente próprio à oração. Seria nesta sala que se alojava o oratório para as imprescindíveis necessidades espirituais da guarnição.

Foto: http://www.torrebelem.pt/

Ao longo do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função original de defesa e durante os séculos seguintes desempenhou funções de controle aduaneiro, de telégrafo e de farol.


Foi também utilizada como prisão política, tendo os seus armazéns sido transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política.

Para mais informações consulte o site oficial da Torre de Belém.
Fontes e Fotos: "culturaonline"; "wikipedia"; "igespar";"visitportugal"; "guiadacidade"; "torrebelem"; Pessoais;   outros net

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Viagem à Laponia - Natal na terra do Pai Natal


Falar do Natal é também falar do Pai Natal uma figura importante em qualquer celebração de Natal e não deverá haver melhor lugar para encontrar o Pai Natal do que Rovaniemi, cidade mais importante da Lapónia, a norte do Circulo Polar Árctico, na Finlândia.



Hoje vamos viajar até à terra do Pai Natal, para conhecer um pouco mais os costumes natalicios do povo Finlandês.


Foto: gde-fon.com

A Lapónia (Lapin lääni, em finlandês) é considerada, a terra do pai natal é um dos mais belos lugares do mundo, e onde a cultura do Natal é considerada a mais forte do mundo.



Segundo a cultura originária do norte da Europa, a Lapónia é a terra onde habita Joulopukki (também conhecido na cultura latina como Pai Natal ou Papai Noel) e todo o seu séquito de duendes. Segundo a mesma cultura, o Pai Natal sai da Lapônia na noite do dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, com o seu trenó puxado por renas carregado de presentes que os distribui a todas as crianças do mundo que se comportaram bem durante o ano.



Os primeiros a habitarem a Lapónia fizeram-no há oito mil anos. Os "lapões" chegaram há quatro mil anos e com uma economia baseada na caça. Assim continuaram até ao século XVI quando se iniciou o pastoreio de renas. Foi nesta época que o Cristianismo chegou à Lapónia.

Foto: www.finland.org

É a região mais setentrional da Finlândia, atravessada pela linha do Círculo Polar Árctico e um dos poucos lugares do mundo onde se pode encontrar ainda toda uma natureza intacta, intermináveis extensões agrestes, experimentar verdadeiros momentos de silêncio e calma difíceis de imaginar e um vasto mundo de espaços profundamente encantadores, diferentes e arrebatadores.

Foto: http://pichost.me

Devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao eixo do Sol, a Lapónia, a norte do Círculo Polar Árctico passa até três meses no Inverno sem que haja claridade e até três meses durante o Verão sem que haja noite.

Foto: http://hdw.eweb4.com

A Lapónia é conhecida pelo Sol da Meia Noite no Verão e pela Aurora boreal no Inverno.

O Sol da meia-noite é a designação comum para o fenómeno que ocorre nas latitudes acima de 66º 33’ 39" N ou S, ou seja, para além do círculo polar árctico ou do círculo polar antárctico, quando o Sol não se põe durante pelo menos 95 horas seguidas.

Foto: 1ms.net

Na Lapónia, o inverno é rigoroso e gelado, a temperatura costuma rondar os 30 graus negativos, mas pode chegar aos 50 graus negativos, é nesta altura do ano que se pode ter a oportunidade de vislumbrar uma aurora boreal,  luzes coloridas que parecem dançar no horizonte.

Foto: http://hdw.eweb4.com

São partículas oriundas do Sol, que geram o chamado "vento Solar", que ao carregarem os electrões dos átomos de oxigénio e azoto da atmosfera geram efeitos coloridos. Para uma melhor observação, o céu deve estar limpo, sem nuvens, e será mais visível em noites de Lua Nova, a meio do inverno. É um espectáculo imperdível, um fenómeno natural magnífico.

Foto: www.freewallpaper.net

Como o país é muito frio, algumas famílias na noite de natal antes da ceia, costumam fazer saunas para poderem aquecer-se, tendo aqui a  lareira também um papel muito importante, não só pelo frio que faz, mas também pela preservação da lenda segundo a qual, o Pai Natal irá entrar pela chaminé da lareira.


Foto: net

O Natal começa com o pôr do Sol do dia 24 de Dezembro, quando o rádio e a televisão apresentam ao povo uma mensagem de paz. Rapidamente todos preparam as suas árvores e presentes.

Em seguida, dirigem-se ao cemitério para acender uma vela no túmulo dos mortos. Embora o Inverno seja rigoroso, na noite de Natal a ceia é feita de portas abertas, para que os que passam possam entrar e também sentar-se à mesa, porque o hóspede é sempre bem-vindo.


As crianças colocam fora da porta vasilhas com arroz e leite para as renas do Pai Natal, que vai passar para entregar os presentes.

Foto: http://www.nicewalpaper.com

Na interminável noite hibernal, o Natal vem prenunciar aos finlandeses que a boa estação já não está tão longe, pois logo o Sol voltará a brilhar.


Feliz Natal – Hyvää joulua


Fontes e Fotos:“Wikipedia”; “portalsaofrancisco”; “Finlândia.org.pt”, “Manualdoturista”; “Viagensimagens”; http://pichost.me; http://hdw.eweb4.com; http://www.nicewalpaper.com; outros


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.


“Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, mantenhamos o Natal como algo brilhante. Regressemos à nossa fé infantil.” Grace Noll Crowell

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pontes Históricas do Minho


A ponte é uma passagem, para a outra margem .....

Vamos conhecer outras margens, fazendo uma Viagem por algumas pontes históricas do Minho

Ponte da Lagoncinha sobre o rio Ave
A ponte da Lagoncinha atravessa o rio Ave, e situa-se no Lugar da Garrida, na freguesia portuguesa de Lousado, concelho de Vila Nova de Famalicão. Foi construída no século XII, provavelmente nas ruínas de uma estrutura romana que ligava Bracara Augusta a Cale, e foi classificada como monumento nacional em 1943, pelo IPPAR.

Foto: Net

Ponte de Barbeita Rio Ave
Esta ponte sobre o rio de Mouro situa-se no lugar de Ponte de Mouro, e liga Barbeita a Ceivães sobre o rio Mouro, em Monção.

Foto: wikipedia_JoseOlgon


Ponte da Arcos de Valdevez sobre o Rio Vez
Situada na belíssima vila de Arcos de Valdevez, sobre o cristalino rio Vez, este monumento é um dos símbolos da região, parte integrante de uma paisagem bucólica de grande beleza.

Foto: www.guiadacidade.pt

Ponte de Barcelos sobre o Rio Cávado
A Ponte medieval de Barcelos, sobre o Rio Cávado, é uma edificação gótica, do início do século XIV e foi considerada Monumento Nacional. Esta ponte foi sempre um importante local de passagem para os peregrinos do Caminho de Santiago.

Foto: wikipedia_Maragato

Ponte romana de Cavez (Cabeceiras de Baixo) sobre o Rio Tâmega
A Ponte de Cavez é uma ponte localizada em Cavez, Cabeceiras de Basto, sobre o rio Tâmega. Foi construída no século XIII e está classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Foto: www.guiadacidade.pt

Ponte Romana sobre Rio Vizela
Em Vizela passava uma via romana que ligava Braga a Amarante, passando por Guimarães. Esta estrada atravessava aqui o rio Vizela, tendo sido construída uma ponte que dura até aos dias de hoje. Esta ponte é conhecida como «Ponte Romana» ou «Ponte Velha» e continua aberta ao trânsito de veículos ligeiros, atestando a robustez da engenharia romana.

Foto: Net

Ponte da Mizarela (Ruivães) sobre o Rio Rabagão
Esta ponte ergue-se sobre o rio Rabagão, no limite do concelho com Montalegre, situada em Ruivães. É uma ponte romana de um só arco, classificada como imóvel de interesse público. Cruza o rio Rabagão perto da confluência com o Cávado, no meio de um cenário grandioso, de penedias e torrentes.

Foto: www.feriasemportugal.pt

Ponte de Rodas (Caldelas) sobre o Rio Homem
Monumento Nacional, de arquitectura civil pública, medieval, construído na Idade Média na freguesia de Caldelas, sob o rio Homem e faz ligação entre a freguesia de Caldelas e o concelho de Vila Verde. É constituída por tabuleiro plano sobre três arcos desiguais, com dois contrafortes com talhamar de contorno triangular e talhante de contorno rectangular.

Foto: olhares.sapo.pt_Manuel Araújo

Ponte de Ponte da Barca sobre o Rio Lima
Ponte sobre o rio Lima Classificada como Monumento Nacional, esta ponte constitui uma das mais notáveis obras construídas no Portugal medieval da primeira metade do século XV.

Foto: http://www.planetware.com

Ponte Romana das Taipas sobre o Rio Ave
Esta Ponte sobre o rio Ave integrava o clássico eixo viário que ligava as localidades de Braga e Guimarães. Construída já em plena época moderna, esta via de comunicação é precedida de um caminho de terra que lhe dá acesso e se desenvolve entre muros delimitadores de diversas pradarias. É considerada a ponte mais baixa que atravessa o Rio Ave.

Foto: wikipedia_Feliciano Guimarães

Ponte de Ponte de Lima sobre o Rio Lima
A Ponte sobre o Rio Lima em Ponte de Lima é uma autêntica obra de arte que mistura o estilo medieval e romano, está classificada como monumento nacional. Esta ponte tem dois troços distintos, um romano e outro medieval. A ponte romana terá sido construída no séc. I, altura da construção da via iniciada por Augusto e que passa sobre a ponte. Os seus múltiplos arcos, quer de características romanas ou medievais, dão à ponte um aspecto único. Assenta em sete arcos de volta perfeita.  A ponte gótica é constituída por 17 arcos, estando dois deles soterrados pela praça de Camões e um outro foi destruído aquando das invasões napoleónica, em 1809.

Foto: Trekearth_ Patrick Ferreira


Ponte de Roldes (Fermentões) sobre o Rio Ave
Esta Ponte romana foi construída nos inícios da época Medieval, servindo ainda hoje para passagem pedonal. É uma ponte pequena com dois arcos.

Foto: www.guiadacidade.pt


Ponte do Prado sobre o Rio Cávado
A Ponte do Prado está localizada sobre o rio Cávado, entre São Paio de Merelim e a vila homónima (Vila de Prado), no distrito de Braga. Foi construída em granito, em 1617, é do tipo românica, constituída por nove arcos (5 ogivais e 4 redondos) e foi classificada como Monumento Nacional em 1910.

Foto: Diogo Guimarães

Fontes: Wikipedia; Guiadacidade; Jornaldasautarquias; outros
Fotografias: Wikipedia: Olhares; Panoramio; www.feriasemportugal.pt; www.guiadacidade.pt; Trekearth; http://www.planetware.com, outras net

 Ponte de Estorãos

 Foto: wikipedia_JoseOlgon


"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida. Ninguém, excepto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva?
Não perguntes, segue-o!" (Friedrich Nietzsche) 



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Peru - La República del Perú

Por vezes não é possível viajar, as razões podem ser várias, falta de dinheiro, de saúde, idade avançada, enfim podem existir diferentes factores e motivos. No entanto, isso não deve ser impeditivo de conhecer novos locais e costumes, podemos viajar sem sair da nossa cadeira, vendo fotografias que nos transportam, se assim a nossa predisposição quiser, a lugares longínquos.

Para todos os que gostam de viajar, nem que seja através da imaginação, aqui deixo fotos e informações, que nos vão permitir conhecer um pouco mais outras terras e culturas.

Hoje vamos viajar até … Peru.

Boa viagem!

O Peru é um país latino-americano limitado ao norte pelo Equador e pela Colômbia, a leste pelo Brasil e pela Bolívia e ao sul pelo Chile. O seu litoral é banhado pelo Oceano Pacífico.


Foto:  http://www.globeimages.net/

A zona sul é o local de maior concentração da população do país. Na região de serra estão os Andes, a cadeia montanhosa mais extensa do mundo, que cruza o Peru de norte a sul. Já a região de selva, a maior de todas, possui uma grande área de mata amazónica e possui a menor concentração de pessoas do Peru.

A sua capital é Lima um dos mais importantes centros históricos do mundo, onde passado e presente vivem em perfeita harmonia.

Foto: http://wallpapers.brothersoft.com

Língua: o espanhol, ainda que um número significativo de peruanos fale quechua e outras línguas nativas.

A moeda do Peru é o "Nuevo Sol" (Sol Novo)

A bandeira
 A bandeira do Peru (nome oficial: Bandera Nacional del Perú) é um símbolo pátrio deste país que consiste de um pano vertical de três listas verticais de igual tamanho, sendo as bandas extremas de cor vermelha e a central de cor branco. Simboliza os ideais e as tradições do povo peruano, os seus progressos no presente e as suas aspirações.



O Brasão
O Brasão de Armas utilizado hoje em dia é uma modificação da versão de 1825. Até 1950, o Brasão de Armas foi um símbolo tanto da Nação como do Estado, e apresentou algumas dificuldades na sua concepção.
A descrição oficial foi o seguinte:
"As armas da Nação peruana são compostas por um escudo dividido em três campos (forma polonesa), uma luz azul, para a esquerda, que irá ter a uma vicuña olhando para dentro; outro branco, à direita, onde uma árvore cinchona está localizada; e outro, de cor vermelha, em baixo, com uma cornucópia derramando moedas, significando com estes símbolos, o richnesses do Peru, nos três reinos naturais. A blindagem tem uma crista Civic Crown plana; e escoltados de cada lado por uma bandeira e padrão de cores nacionais."


Economia
A economia do Peru baseia-se na exploração de minérios como a prata, cobre, zinco e estanho. Cultivam-se também cana-de-açúcar, algodão, café e na floresta, o trigo. A sua agricultura de subsistência é à base de milho e batata, cultivados principalmente nas serras. Existe no litoral a actividade pesqueira, e nela o Peru é um dos maiores produtores mundiais.

Religião
O país é maioritariamente católico, sendo que 90% da população segue essa religião. A presença de outras religiões é pequena, mas aparece principalmente nas regiões rurais.


Demografia
O Peru é um dos três países das Américas em que os povos indígenas constituem a maioria da população - os outros dois são a Bolívia e a Guatemala. Quase metade de todos os peruanos, 45% da população, são ameríndios. Os dois maiores grupos étnicos indígenas são os quechua e, em número um pouco menor, os aymará. Além destes dois grandes grupos existem várias dúzias de pequenas tribos ameríndias espalhadas pelo país, ao longo dos Andes e na bacia amazónica.

Foto:  http://www.globeimages.net/

Os mestizos, termo que designa pessoas de sangue misto ameríndio e europeu (maioritariamente espanhol), constituem cerca de 37% da população. Os peruanos de origem europeia são cerca de 15% da população.

Clima
O Peru possui grande variedade de temperaturas, paisagens e ecossistemas. Na costa quase nunca chove e, em geral, existem duas estações: a quente e a fria. A estação quente vai desde 15 de Novembro até fins de Março. A estação fria apresenta-se desde o mês de Abril até a primeira quinzena de Novembro. Durante esta estação o grau de humidade é elevado.

Relevo
As planícies costeiras ocidentais estão separadas pelas terras baixas orientais cobertas pela selva da bacia do Amazonas, pelas altas e escarpadas montanhas dos Andes (a sierra). A sierra pode própria ser dividida em três conjuntos: a Cordilheira ocidental, principal cadeia montanhosa, com os seus elevados cumes vulcânicos, com uma importante actividade sísmica que protegem o ponto culminante do Peru, o Huascarán (6768 m); a Cordilheira central e a Cordilheira oriental. Ao Sul, a cadeia dos Andes afasta-se para deixar o lugar à imensa e elevada extensão designada por - Altiplano.


Foto: 1ms.net

O Huascarán (Inscrito na lista de Património Mundial em 1985) é o segundo parque natural mais alto dos Andes da América do Sul e constitui o coração da cadeia montanhosa tropical mais alta do mundo. As suas altas superfícies planas e o cume glacial sempre nevado, são o ambiente onde convivem diversas espécies de fauna como o condor, a vicunha, o cervo de rabo branco, o puma, a vizcacha, o gato e o zorro andino.

Cultura
Desde o período pré-colombiano o Peru foi o centro de várias civilizações de povos americanos pré-incas tais como a cultura Chavín, Moche, Nazca, Paracas, Huari e Tiahuanaco, para além do Tawantinsuyu ou império Inca, que terminou com a conquista espanhola, cuja influência cultural marca e domina o Peru até hoje. As culturas pré-colombianas desenvolveram-se notavelmente em ramos próprios e originais, embora com recíprocas interacções, cada uma contribuindo e legando à próxima grandes realizações sociais, que se podem ver pela notável arquitectura, com excelente cerâmica, fina ourivesaria, escultura e construção monumental.

 Foto: wikipedia_Luis Garcia

O desenvolvimento da agricultura nesta região, desde muito cedo, conjugado com a utilização de engenhosas obras de irrigação, campos de cultivo em terraços e em especial a manutenção e desenvolvimento de várias espécies vegetais de grande valor alimentar, permitiu depois espalhar por todo o mundo espécies muito conhecidas tais como - tomate e batatas. Os incas mantiveram e incrementaram toda essa cultura, disseminando pela vasta região andina da América do Sul, tornando-se grandes construtores. A conhecida cidade montanhosa de Machu Picchu e os edifícios de Cuzco são o exemplo da sua magnifica arquitectura.


Foto: http://www.hdimagewallpaper.com

Durante o período colonial formou-se na região de Cuzco uma importante escola de pintura, a chamada Escola de Cuzco. Foi a primeira agremiação artística das Américas e exerceu influência em toda a região andina, desenvolvendo uma singular síntese entre elementos do barroco espanhol com as visões de mundo indígenas.

Alguns dos Locais a Conhecer:

Lima

Lima é a capital do Peru, sendo uma magnifica e interessante cidade. O seu nome vem da palavra Rimac, um rio que atravessa a cidade. A cidade foi fundada em 1535 pelo colonizador espanhol Francisco Pizarro, sendo também conhecida pela cidade dos reis devido a data da sua fundação ser a 6 de Janeiro.
É o centro politico, administrativo e cultural do Peru. No centro ou coração da Lima moderna está situada a praça de S. Martin, na qual se ergue um monumento a um grande patriota que na mesma proclamou em 1821 a independência do Peru.


A visitar em Lima:

Praça Maior: Uma Praça com charme, e muito bonita. Coração da cidade que começou a bater no mesmo dia da fundação dela e que na actualidade está remodelada. Realça a fonte de metal de bronze, coroada por uma estátua do Ángel da Fama que leva uma trompete na mão esquerda e uma bandeira com as armas da cidade do rei na direita.


Foto: http://www.globeimages.net/

Catedral de Lima: Localizada em frente á Praça Maior, começou a ser construída o mesmo dia da fundação da cidade, a 18 de Janeiro de1535. Originalmente, era um templo modesto, mas em 1564, Jerónimo de Loayza, projectou um templo de dimensões grandes, á semelhança da Catedral da cidade de Sevilha em Espanha.


Foto: http://www.globeimages.net/

Convento de São Francisco - O conjunto da Basílica Menor e o Convento de São Francisco o Grande, é um complexo arquitetónico religioso localizado na área do Centro Histórico da cidade de Lima, declarado Património Mundial pela UNESCO.

Casa de Aliaga - A casa mais antiga de Lima foi construída em 1535 sobre um antigo santuário pré-colombiano.

Palacio Torre Tagle - Uma bela construção do começo do século XVIII com balcões lavrados em madeira nobre e portal de pedra esculpida.

Santa Rosa de Lima (Santuário) - O conjunto, erguido no local onde nasceu, em 1586, Santa Rosa de Lima, a primeira santa americana, padroeira do Peru.

Cerro San Cristóbal - No passado, esta montanha era considerada sagrada.

Museu de Arte de Lima

Palacio Arzobispal de Lima

Fonte: Wikipedia_Manuel González Olaechea y Franco

■ Cuzco
Um destino turístico imperdível no Peru. Capital do império Inca, com um património riquíssimo de construções coloniais e vestígios arqueológicos pré-colombianos. A UNESCO declarou a cidade e especialmente o seu centro histórico como "Património Cultural da Humanidade" a 9 de Dezembro de 1983. 

Foto: www.goodfon.su

■Vale Sagrado
O Vale Sagrado dos Incas, nos Andes peruanos, fica nas vizinhanças de Cuzco e é composto por numerosos rios que descem por pequenos vales. Possui numerosos monumentos arqueológicos e povoados indígenas. O principal rio é o Urubamba. Este vale foi muito apreciado pelos Incas devido às suas especiais qualidades geográficas e climáticas.

■ Machu Picchu
Significa Pico Velho, fica situada a 2.490 metros acima do nível do mar e foi descoberta em 1911 por Hiran Binghan da Universidade de Yale (EUA). Antes desta data, no final do século XIX, já se falava na existência de uma "cidade perdida" na região e diversas pessoas diziam já ter estado nela ou a terem visto de longe. As ruínas de Machu Picchu ficam situadas no alto de uma montanha.

Foto:  http://www.globeimages.net/

No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planeado para a passagem do deus sol. Pela obra humana e pela localização geográfica, Machu Picchu é considerada Património Mundial pela UNESCO.

O ponto mais alto da cidade fica no Huayna Picchu que significa Pico Novo. O cume desta montanha está situado à 2.700 metros de altitude e pode ser atingido por um trilho bastante íngreme. O lugar é mágico, com uma vista soberba da cidade de Machu Picchu e dos vales que a cercam.

Foto: http://www.wallconvert.com

■ Águas Calientes
É um povoado localizado num vale, 450 metros abaixo da cidade Inca de Machu Picchu. A cidade é pequena, as suas ruas são estreitas e em muitos casos íngremes. Aguas Calientes às vezes chamado de "Machupicchu Pueblo", tem o nome actual, devido à existência no local de uma fonte de águas quentes situadas na parte alta da cidade.

■ Puno
É considerada a capital folclórica do Peru. É uma cidade situada no extremo sul do país, nas margens do lago Titicaca. Este lago é o maior lago de altitude do mundo, dividindo o Peru da Bolívia.


Foto:www.gadventures.com

Duas das maiores atracções do lago Titicaca são as Ilhas Uros e Taquille.

Ilhas Uros
As ilhas Uros, não são ilhas comuns e sim uma justaposição de várias camadas de tutora, um junco abundante em parte do lago, o que faz com que flutuem. Para que não se movam lago adentro, são ancoradas no fundo com cordas. Sobre elas os Uros constroem as suas casas e tudo o que precisam também com a própria totora, incluindo seus barcos.


Foto: http://wallpaperswiki.org

♦ Ilhas Taquille
Esta ilha foi habitada originalmente pela cultura Pukara que desenvolveu as primeiras terraços para o plantio. Foi então dominada pela cultura Tihuanaco e no século XIII foi então dominada pelos Incas. Em 1580 a ilha foi comprada pelo espanhol Pedro Gonzalez de Taquille que influenciou no costume e na vestimenta dos seus habitantes. Na ilha não há animais domésticos, carro, bicicleta ou qualquer outro facilitador do trabalho humano. Todos vivem em comunidade e ajudam-se mutuamente nos trabalhos de plantio e colheita. Foi considerada Património Cultural da Humanidade pela UNESCO por preservar tradições e culturas seculares do tempo do império Inca.

■ Arequipa
Conhecida como "cidade branca", toda colonial e bela, é rodeada de vulcões de cumes nevados. Segunda maior cidade do Peru, Arequipa, fica a 2.300m, altitude que não incomoda a maioria das pessoas. Envolvida por um quadro natural de rara beleza, a cidade fica bem aos pés do vulcão El Misti, um gigante de 5822m com picos nevados. Nas redondezas, há vales, montanhas, canyons e outros vulcões: o Chachani (6.075m) e o Pichu Pichu (5.664m). No Verão, as temperaturas na região são amenas, mas chove um pouco. Abril, Maio, Setembro e Outubro são os melhores meses para visitar Arequipa.

 Foto: http://packages.ole.travel

Antes de ser integrada no império inca, Arequipa já fora habitada pelos índios aimarás. Segundo os arqueólogos, há provas de actividade humana paleolítica na região há mais de 8.000 anos. Mas a origem do nome Arequipa seria quéchua: diz-se que quando o governante inca Mayta Capa ali chegou, encantou-se com o lugar e exclamou “Ari quipa!” (“Fiquemos aqui!”).

As atracções são diversificadas desde apreciar as suas belíssimas paisagens de vales, canyons e vulcões ou percorrer a cidade de Arequipa a pé, apreciando o centro colonial, visitar os seus  famosos mosteiros (como o de Santa Catalina, e outros), museus ou igrejas.


Foto: Wikipedia_Christian Monzón

■ Valle del Colca
O mais importante monumento arqueológico das Américas. O Canyon do Vale do Rio Colca no município de Chivay, a 160 km de Arequipa é a porta de entrada para o Valle del Colca, onde estão algumas das maiores belezas naturais da América do Sul. De referir povoados interessantissimos nas margens do Rio Colca, com construções coloniais e belas paisagens, como Ianque, Achoma, Maca, Pinchollo, Cabanaconde, Coporaque, Ichupampa, Madrigal e Lari. Chegando ao Mirador Cruz del Condor, a paisagem é simplesmente grandiosa.

■ Ilhas Ballestas
Na costa norte do Peru, perto de Pisco, ficam as Ilhas Ballestas, um conglomerado de formações rochosas. São uma reserva da vida selvagem marinha, lá se encontrando leões-marinhos, aves, pinguins e focas.

■ Símbolos de Nasca (ou Nazaca...)
Na costa norte do Peru é possível sobrevoar as misteriosas linhas, só visíveis em altitude. Herança de uma civilização desaparecida, as linhas de Nasca tornaram-se uma das grandes atracções turísticas do Peru, sobretudo para aqueles que acham que turismo é também cultura e descoberta.

Foto: http://topwalls.net

■ Huaraz
Huaraz, que é uma cidadezinha localizada entre a Cordilheira Branca e a Cordilheira Negra, reserva-nos paraísos escondidos. É a maior e mais alta cidade da região de Callejón de Huaylas, a 3100m de altitude e tem como montanhas vizinhas: a oeste a Cordilheira Negra e a leste a Branca.

Parque Nacional Huascarán - Abriga e protege um dos segmentos mais impressionantes dos Andes - a Cordilheira Branca. Estendendo-se por mais de 160 Km e chegando a 20 Km de espessura, nesta área de 340 mil hectares, elevam-se mais de 30 picos que ultrapassam os 6 mil metros de altitude, quase todos cobertos de neve o ano inteiro.

Foto: http://es.forwallpaper.com


O Peru é um lugar encantador, herdeiro de culturas e tradições milenárias, onde se encontra uma das maiores biodiversidades do planeta, que conjuntamente com a hospitalidade do seu povo e toda a sua beleza natural, tornam o Peru um pais maravilhoso e com uma magia muito especial!

 Foto: http://eskipaper.com


Fontes e Fotos :“Wikipedia”; “portalsaofrancisco”; “Manualdoturista”; “Viagensimagens”; http://www.wallconvert.com; http://www.globeimages.net: 1ms.net; http://eskipaper.com;  http://es.forwallpaper.com; http://packages.ole.travel; www.gadventures.com
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